Quem nunca sentiu a dor da ansiedade, a dor da espera? Sentimento que corrói, que faz estralar os dedo. Fazer tudo rápido, não poder até o sinal de transito. Este é o sentimento que ataca um milhão de pessoas e já passa despercebido no cotidiano, fazendo ate essas pessoas pensarem que são normais.Estou no caixa eletr6onico tirando meu extrato, vendo quando bateu "aquele cheque"e escuto um "aharrrm" olha para trás e tem uma mulher olhando de cara feia, com a expressão de "anda logo mocinha". Com tantos caixas essa apressada foi entrar logo atrás de mim. Enfim sai logo e pensei, que ela tinha uma cara de pau enorme para me apressar, tinha que esperar e pronto! Se ela estava atrasada o que eu tenho a ver com isso? E o pior é que muitas vezes essas pessoas nem estão atrasadas, mas não podem esperar um segundo se quer.Entro no carro em direção ao centro da cidade está aquele trânsito de estressar qualquer um. Você para no sinal, no primeiro milésimo do milésimo já tem uns três camaradas com a mão na buzina, com aquele barulho estressante. O próprio autor da buzina, sem perceber, se irrita com o som que ele mesmo produz. Chegando ao centro estaciono o carro e vou em direção ao meu trabalho. Juro que foi difícil me acostumar com o ritmo que as pessoas andam pelo centro da cidade. É até engraçado, você pode reparar como elas correm o tempo todo. Esbarram umas nas outras e sequer pedem desculpas. Sinceramente não é possível que todas aquelas pessoas estejam atrasadas ao mesmo tempo. Até que outro dia me peguei "correndo"como elas e comecei a ficar preocupada.São coisas banais do dia-a-dia que poderíamos fazer com mais calma, respeito e felicidade. Por exemplo, no elevador do prédio, basta você tirar as compras que o fulano do quarto andar esta batendo na porta como um louco. Na fila do supermercado, aquela senhora reclamando que o troco demora, que ela esta ali a mais ou menos meia hora, quando na verdade não se passaram nem cinco minutos. As pessoas perdem a noção do tempo. O que realmente são cinco minutos?Dia cinco do mês não tem banco vazio, pode procurar, não existe. Aquela fila enorme que cansa só de olhar. As pessoas na fila com uma cara amarrada, batendo os pezinhos. Concordo que ficar na fila do banco é um horror, mas se não tem jeito é melhor levar um livro, uma musica ou até puxar conversa com alguém ao lado. Ficar de mau-humor só ira "parecer"que a fila demora mais.Depois do banco fui almoçar em um restaurante super aconchegante. É impressionante como as pessoas comem rápido. Não dá tempo de respirar e todos tem mais ou menos uma hora de almoço. Bom, sentei-mi e comi deliciosamente; depois pedi uma torta de chocolate. Em seguida sentou-se uma jovem – um pouco acima do peso – com um prato cheio de folhas, na mesma mesa em que eu estava. Ela olhou para mim com uma cara tão feia e falou exatamente o seguinte: "será que você pode se retirar com a sua torta, pois estou de dieta". Demorei a entender e comecei a rir, nunca havia passado por uma situação dessas. Ela retrucou: "anda mil filha, isso é um afronte?"Após o almoço fui para minha aula de Yôga.É uma pena que as pessoas não reparem nas coisas bonitas a sua volta. Aposto que enquanto elas correm pelas ruas, não percebem as belezas da vida. Ao caminhar pelas ruas paralelas de Ipanema, você poderá perceber que as árvores que estão ali possuem belíssimas orquídeas, com cores muito vivas!Os belos pássaros que cantarolam, casais de velhinhos passando sorridentes de mãos dadas. Um abraço, um sorriso, um beijo. As coisas realmente importantes vão ficando para trás, banalizadas.Então seja mais calmo, respire sem pressa e gostosamente. Sinta a vida e agradeça todos os dias por tudo que possui! Viva intensamente.
Texto by: Caroline M. Figueiredo elaborado no ano de 2005
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